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Lançamentos da Blackmagic pré NAB 2026: o futuro do audiovisual começa agora

14-04-2026

O que esperar da NAB?

A NAB não é só uma feira. É o lugar onde as decisões tecnológicas dos próximos anos começam a tomar forma.

E este ano, o movimento é evidente: menos cabos, mais rede. Menos separação entre cinema e broadcast. Mais integração entre captação, pós e distribuição.

A Blackmagic Design chegou forte justamente nesse ponto.

A promessa? Simplificar fluxos complexos, sem abrir mão de qualidade.


Áudio ao vivo entra de vez no universo IP

Fairlight Live

O Fairlight Live é um daqueles lançamentos que mudam bastidores, não só specs.

Um mixer totalmente baseado em software, com capacidade de lidar com centenas (ou milhares) de canais e suporte nativo a fluxos SMPTE 2110 (padrão de vídeo via rede IP).

Na prática, isso significa: - Mixagem de áudio sem limitação física de hardware - Integração direta com switchers ATEM - Fluxos flexíveis: estéreo, 5.1 e até áudio imersivo - Uso pesado de plugins (inclusive de terceiros)

Para quem trabalha com transmissão, eventos ao vivo ou streaming mais complexo, isso elimina uma série de gargalos tradicionais.

É o tipo de ferramenta que aproxima o áudio do nível de flexibilidade que o vídeo já alcançou.


Cinema e broadcast finalmente no mesmo corpo

Blackmagic URSA Cine 12K LF 100G

Aqui está um dos movimentos mais importantes: trazer qualidade cinematográfica real para a produção ao vivo.

A URSA Cine 12K LF 100G combina: - Sensor full frame RGBW - 16 stops de faixa dinâmica - Até 440 fps - Conectividade Ethernet 100G com SMPTE 2110 (padrão de vídeo via rede IP)

Na prática?

Você pode usar a mesma câmera para cinema e transmissão ao vivo, sem comprometer a imagem.

Isso muda completamente o jogo para: - esportes - shows - eventos premium - streaming de alto nível

A diferença visual entre broadcast tradicional e cinema começa a desaparecer.


O próximo passo: produção imersiva

Blackmagic URSA Cine Immersive 100G

Se a URSA Cine 12K já impressiona, a versão Immersive aponta para onde tudo pode caminhar. - Dois sensores 8K x 8K (um por olho) - Captação estereoscópica real - 16 stops de latitude - Pensada para Apple Immersive Video

Esse tipo de tecnologia ainda não é padrão, mas já é realidade.

Aplicações práticas? - experiências esportivas imersivas - shows e eventos em VR - conteúdos para dispositivos como o Vision Pro

Ainda não é o dia a dia da maioria… mas definitivamente é o que está chegando.

Produção ao vivo totalmente em IP

ATEM Constellation IP + ecossistema 100G

A nova geração de switchers e conversores mostra um direcionamento claro: abandonar SDI como base e migrar para IP.

Destaques: - Até 64 entradas via Ethernet 100G - SMPTE 2110 nativo - Redundância total (SMPTE 2022-7) - Conversão de padrões em todas as entradas

E não para por aí.

A Blackmagic apresentou um ecossistema completo: HyperDeck ISO Recorder 100G → gravação de múltiplas câmeras Cloud Store Ultra → armazenamento compartilhado de altíssima velocidade Media Dock Ultra → workflow sem cópia de arquivos SDI Expander → ponte entre SDI e IP Ethernet Switch 820 → infraestrutura de rede dedicada

Na prática, isso resolve um problema real: setups complexos demais, cheios de cabos, difíceis de escalar.

Aqui, tudo passa a ser rede.

Mais limpo. Mais flexível. Mais escalável.

Armazenamento deixa de ser um “gargalo”

Cloud Store Ultra e Media Dock Ultra

Quem já trabalhou com multi-câmera sabe: armazenamento sempre vira problema.

Esses lançamentos atacam diretamente isso: - Até 48TB em SSD - Duas conexões 100G independentes - RAID 5 para segurança - Edição enquanto grava


Exemplo real:

Você grava um evento com múltiplas câmeras → o material já está disponível para edição imediatamente.

Sem cópia. Sem espera.

Isso muda o ritmo de entrega completamente.


Conversão e infraestrutura mais inteligentes

A nova linha de conversores (UpDownCross 100G, StudioBridge, SDI Expander) resolve um problema clássico: incompatibilidade de padrões e equipamentos.

Agora você pode: - Misturar SD, HD, 4K no mesmo fluxo - Integrar equipamentos antigos com sistemas IP - Alimentar câmeras via Ethernet (PoE++)

Ou seja: não precisa descartar seu setup atual para evoluir.


Pós-produção também evoluiu (e muito)

DaVinci Resolve 21

Aqui vem uma surpresa interessante.

O Resolve 21 não é só uma atualização, é uma expansão de território.

Principais mudanças: - Nova página Foto (edição e colorização de imagens estáticas) - Ferramentas avançadas com IA - Melhor integração entre edição, VFX e áudio - Suporte ampliado para conteúdo imersivo

Na prática:

O Resolve está deixando de ser só um software de vídeo… e caminhando para um hub completo de criação.

Exemplo real de uso: - fotógrafo trata fotos com ferramentas de color grading de cinema - videomaker usa IA para ajustar foco e rosto - equipe colabora em tempo real via cloud

Tudo dentro do mesmo ambiente.


O que tudo isso revela sobre o mercado?

Se a gente juntar todos esses lançamentos, o padrão fica claro: - IP (SMPTE 2110) não é mais futuro, é presente - Ethernet 100G virou base para produção profissional - Cinema e broadcast estão convergindo - Imersivo começa a ganhar espaço real - Fluxos estão ficando mais rápidos, integrados e colaborativos

E talvez o mais importante:

A complexidade técnica está sendo escondida, sem perder poder.


E agora?

O Grupo i9 vai estar lá, direto da Las Vegas, acompanhando tudo de perto.

Mais do que ver lançamento, a ideia é entender o que realmente faz sentido no dia a dia de quem trabalha com audiovisual no Brasil.

O que vale a pena.
O que é hype.
O que muda seu workflow de verdade.

Acompanhe os conteúdos nas redes da i9, vamos trazer testes reais, primeiras impressões e análises práticas direto da NAB.

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