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Cartoni e-Master 30: por dentro da tecnologia que conecta câmera e produção virtual

Acessórios de Tripés e Suportes

25-05-2026

Quando o tripé deixa de ser só suporte

Durante muito tempo, o tripé foi visto como um elemento “resolvido” no set: estabilidade, suavidade e pronto.

Mas isso começa a mudar quando entramos no universo da produção virtual.

Hoje, em muitos projetos, a câmera não conversa apenas com o que está sendo filmado, ela também precisa se comunicar com um ambiente digital em tempo real. 

O e-Master 30 chega como um lançamento recente dentro desse contexto. Mais do que um upgrade mecânico, ele representa uma evolução na forma como o movimento de câmera é tratado dentro do fluxo de produção.


O que está acontecendo nos bastidores das produções atuais?

Em ambientes com Unreal Engine, XR Stages (aqueles estúdios com painéis de LED) ou cenários híbridos (parte real + parte digital), qualquer movimento de câmera precisa ser traduzido com precisão para o ambiente digital.

Na prática, isso significa:
Se você mover a câmera para a direita, o cenário virtual também precisa se mover exatamente igual, ao mesmo tempo e com o mesmo ângulo.

Produções como “The Mandalorian” ajudaram a popularizar esse tipo de tecnologia. Em vez de usar fundo verde, muitas cenas são feitas com grandes painéis de LED exibindo cenários em tempo real.

Para que isso funcione de forma convincente, o sistema precisa saber exatamente como a câmera está se movendo.

Se houver qualquer diferença: o fundo “escorrega” a perspectiva quebra a cena perde realismo

É aqui que entra um novo tipo de equipamento no set.


O que é uma cabeça encoder?

É basicamente, uma cabeça que sabe exatamente como está se movendo.

Ele faz isso usando sensores chamados encoders, que transformam movimento físico em dados digitais.

No caso do e-Master 30: são mais de 4 milhões de pontos de leitura por volta com resolução de 22 bits

Isso permite que cada pequeno movimento de pan e tilt seja registrado com extrema precisão.

E o detalhe mais importante:

Ele usa encoders absolutos.

Isso quer dizer que: o sistema sempre sabe a posição da câmera mesmo depois de desligar e ligar novamente sem precisar recalibrar

Para quem trabalha no set, isso significa menos tempo perdido e menos margem para erro.


Por que isso faz diferença no dia a dia?

Se você nunca trabalhou com produção virtual, pode parecer um detalhe técnico distante.

Mas na prática, isso impacta diretamente: a qualidade do resultado final a confiança durante a gravação o tempo de setup

Sem esse tipo de precisão, o operador pode fazer um movimento perfeito… e ainda assim o resultado “ficar errado” por falta de sincronização com o ambiente digital.

Com um sistema encoder, o movimento físico e o virtual passam a trabalhar juntos.


Movimento continua sendo o coração do sistema

Mesmo com toda a parte eletrônica, o que sustenta a experiência é o movimento e aqui a Cartoni mantém o padrão alto.


Sistema fluido “Planetary”

O arrasto é contínuo e previsível, sem “saltos” ou irregularidades.
Você consegue fazer desde movimentos leves até movimentos mais controlados com consistência.


Contrapeso contínuo

O equilíbrio da câmera acontece de forma precisa em qualquer ângulo de tilt.

Na prática: menos esforço na operação mais controle em lentes longas mais segurança em rigs pesados

Isso faz diferença principalmente em takes mais longos ou delicados.


Um range de uso que cobre diferentes realidades

Com capacidade de carga de 3 kg a 40 kg, o e-Master 30 atende desde setups mais leves até configurações completas de cinema.

Isso inclui: câmeras compactas com acessórios rigs mais robustos com matte box e follow focus setups de estúdio e broadcast

Além disso, alguns detalhes ajudam bastante no fluxo: placa side-load agiliza a montagem base Mitchell com opção de bowl amplia compatibilidade nível iluminado e display facilitam o uso em estúdio

São pequenas coisas que, no dia a dia, economizam tempo e evitam retrabalho.


Integração sem travar seu setup

Apesar de ter sido desenvolvido para funcionar com o sistema próprio da Cartoni (Virtual Box), o e-Master 30 também permite integração com outros sistemas por meio da conexão direta dos encoders via Lemo.

Na prática, isso oferece mais flexibilidade para diferentes pipelines de produção virtual e tracking.

Mas vale um ponto importante: a compatibilidade pode variar dependendo do sistema, software e infraestrutura utilizados em cada estúdio.

Ainda assim, a proposta da Cartoni aqui é clara: entregar um equipamento pensado para ambientes profissionais que exigem adaptação e interoperabilidade dentro de workflows cada vez mais híbridos.


Comparando com o que a maioria ainda usa

Vale um paralelo simples:

Cabeças tradicionais foco em estabilidade e movimento não geram dados não “conversam” com sistemas digitais

Cabeça encoder entregam movimento + informação permitem integração com ambientes virtuais aumentam a precisão do resultado final

Não é só uma evolução de produto, é uma mudança de função dentro do set.


Onde esse tipo de tecnologia mais se destaca?

Alguns cenários onde o uso faz mais sentido: produções com LED wall cenários virtuais em tempo real transmissões com elementos gráficos integrados gravações multi câmera com sincronização projetos que exigem repetição precisa de movimentos

Se existe qualquer interação entre câmera e ambiente digital, esse tipo de solução começa a fazer diferença.


O que esse lançamento representa na prática?

O e-Master 30 mostra um movimento claro do mercado: equipamentos que antes eram apenas mecânicos agora passam a fazer parte do fluxo de dados da produção.

E isso muda a lógica do setup.

Não é mais só sobre estabilidade e suavidade.
É sobre precisão, integração e confiabilidade.

Para quem está evoluindo no audiovisual (seja vindo de conteúdo, publicidade ou broadcast), entender esse tipo de tecnologia deixa de ser opcional e passa a ser estratégico.

Quer saber mais a respeito desse tripé para suas produções?
Entre em contato com o time da i9store e entenda como esse tipo de solução pode se encaixar no seu workflow.